domingo, 12 de janeiro de 2014

Três Mães



Essas entranhas que me gera
Um anseio alimentar
Sua voz eu já ouço
Um sussurro a me ninar

Quando chego a esse mundo
Em teu peito descansar
Pois crescendo vou depressa
Lá no fundo te amar

De carinho de olhares
Quero muito decifrar
 Esse céu três estrelas
Deus me deu iluminar

E paramos e pensamos que são formosas!
Que ainda desejamos essas mulheres.
Que ainda queremos esse colo
Nessa constelação, que se fecham em braços
Nós temos três mães estreladas em cachos
O seus desejos que tinham
Poder te chamar de mainha, só minha
Essas três mães que amamos
Esses três corações que nos amam
 Esses filhos, tuas crias.
Mas eu quero logo andar, falar, continuar pela eternidade....

Minha boca, bradarei
Até quando te achar
Esses versos em sonetos
Era um desejo eternizar.........

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Horizonte



Tropecei nas pedras que estavam no caminho.
Furei o coração nos cascalhos e espinhos
Cortei as mãos nos cacos de vidro
Mesmo assim prossegui, para longe
Consegui chegar aonde havia sol, 
Vi pessoas e crianças
Ouvi o mar gritando como sempre
E mesmo assim ser banhando de gente
Aprendi que na distância existe proximidade
Que colunas de zelos pode ser trocadas por verdade

sábado, 24 de agosto de 2013

Minha liberdade continua



Hoje acordei assim, despreparado.
Embolado em meus pensamentos.
Entubado por estar preso, em nada.
E voei encabulado por ainda estar
Em lembranças, sorrisos, rostos nas palavras.
 Dos livros das  telas, e calçada na virtualidade
Conectado, encalhado no fundo do meu peito cálido
Nas ruas flácidas dos sentimentos pálidos senti-me
Mas livre de mim, sólido estava á liberdade!
Vibrei, sonhei com minhas andanças
E mesmo nas mundanças eu ainda era livre
E que minha prisão estava encarcerada
Em minha liberdade continua

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Belezas internas


Sentei-me à mesa para ver o mar, e vi você passar, calmamente.
E desses intervalos das ondas, veio um perfume, senti ciúme.
 Das fragatas que roubavam em rasante minha mente.
E seus passos calmamente, pararam, olhavam as ondas.
 E assim se foi: às horas, a luta das pedras, e seu olhar perdido no mar.
Tantas ocasiões e os olhares se encontram,
Um sorriso de canto de boca, um olhar maroto.
E a tarde dourada de pipa: que clareia os ares, as falésias, os mares
Nessa proposta de observar belezas internas

sábado, 17 de agosto de 2013

Sem nome



Meus pés estiveram fixos num caminho confortável
Mas me enveredei, troquei a estrada por uma trilha
Evitei a fadiga e percebi pessoas, falas
Corri para os rostos opacos, corpos magros
E deitei na calçada, suspirei odores, tive favores podres
E em nada tinha alegria, mesmo que em meu rosto
Estivesse sempre um sorriso mentiroso
E um corpo sombroso, e mãos para esconder minhas pernas fracas
 Olhos cegos na escuridão
Perdi minha capacidade de voar, pois eu mesmo perdi minhas asas
Que antes alçavam vôo em sua busca em um exaltado céu

Embriagados de clamor

Te encontrei por acaso Mas achei teu abraço Te beijei escondido E suamos pervertidos Nos banhamos de fragrâncias Descobrimos muitas n...