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Embriagados de clamor

Te encontrei por acaso Mas achei teu abraço Te beijei escondido E suamos pervertidos Nos banhamos de fragrâncias Descobrimos muitas nuances Mesmo assim não desistimos Imprimimos mais amor Retiramos todo pavor Emplacamos, embriagados de clamor

Alento do sofrimento e resistir e insistir

Se a fraqueza abater teu coração Resista Se a alegria encher teu peito Resista Se faltar sabor e manjericão Resista Se o caminho é largo ou estreito Resista Se a luz nascer como o sol do meio-dia Resista Insista para ser vitorioso Insista para não ceder ao momento glorioso Resista ao sorriso, ao vento, alento no sofrimento A alegria e a tristeza são irmãs gêmeas nesta breve vida passageira

Nostalgia

Certo dia, com saudade de você... Voltei! Cheio de calor e um amor intenso para afagar-te. Não te achei. Achei um vento frio, cômodos vazios. Olhos, bocas, pernas que te pertenciam, mas não era você. No lugar de um sorriso, uma gargalhada quase macabra. Teus olhos ternos e amorosos hoje tinham somente ódio. Por quê? Teu andar simples agora tem um gingado malandro. Chorei, soluçando de tristeza. Voltei. Fui embora. Na saudade de encontrar um dia, de novo, a tua beleza.

Ilumina meu Peito

Alveje-me com tuas brancuras e glórias sem fim Em teu propósito santíssimo atravessa-me outra vez Mais uma vez todos os dias, a cada momento Não deixe que meu sentimento corrupto domine-me E mais e mais de ti — cresça em mim, transforma-me Ceia comigo com teu cintilante amor!!! Ilumina meu peito Com tua farta presença Não me deixe desse jeito Jesus Na tua, e com a minha intimidade seremos Um num propósito eterno juntos como uma família De muitos e muitos filhos conforme à tua imagem e conforme a tua semelhança Resplandeça minh'alma na quantidade que tu queres Na unidade e na qualidade de teu reino!!!!

Súplica

Salva-me, Onipotente, do frenesi desse mundo Refestela minha alma com tua doce presença Sufoca o desamor amargo que me contamina Já vou desfalecendo, pois o sistema tenta me engolir! De maneira a saciar a fera que devora homens fracos Salva-me, Onisciente, dos pensamentos turvos e embaçados Que traem teu Espírito em mim.

Um sopro

Eu só preciso de um sopro que me dê vida Um sopro que alimente minha ida Fé para levantar-me daqui Colocar-me de pé e caminhar até aí Ser voraz, ser capaz para suspirar de novo Eu preciso de um sopro que me leve daqui Uma corrente que me dê esperança Que me leve solto nessa quente voz Eu preciso de um sopro para voar Alçar em altas nuvens minha liberdade

Brilhe amiga Luz(poema)

Muito do que vejo a minha volta me entristece Não quero ver, não quero me ver. Por que meu passado dói? Quando me lembro, dói. Nunca me acharam. Será que me perdi? No tempo, no vento, em cada canto! Um pranto, no relento, na chuva que cai Sobre mim, noite e dia. Será que o dia virá depois de tanta escuridão? Será que a manhã virá com seu sol arrebatador? Tirando a dor, curando as feridas do horror. Que venha o sol e me ilumine como Deus o fez, E aqueça-me, invada-me Para que eu reflita tua luz.