Postagens

Mostrando postagens de 2013

Horizonte

Tropecei nas pedras que estavam no caminho. Furei o coração nos cascalhos e espinhos Cortei as mãos nos cacos de vidro Mesmo assim prossegui, para longe Consegui chegar aonde havia sol,  Vi pessoas e crianças Ouvi o mar gritando como sempre E mesmo assim ser banhando de gente Aprendi que na distância existe proximidade Que colunas de zelos pode ser trocadas por verdade

Minha liberdade continua

Hoje acordei assim, despreparado. Embolado em meus pensamentos. Entubado por estar preso, em nada. E voei encabulado por ainda estar Em lembranças, sorrisos, rostos nas palavras.   Dos livros das   telas, e calçada na virtualidade Conectado, encalhado no fundo do meu peito cálido Nas ruas flácidas dos sentimentos pálidos senti-me Mas livre de mim, sólido estava á liberdade! Vibrei, sonhei com minhas andanças E mesmo nas mundanças eu ainda era livre E que minha prisão estava encarcerada Em minha liberdade continua

Belezas internas

Sentei-me à mesa para ver o mar, e vi você passar, calmamente. E desses intervalos das ondas, veio um perfume, senti ciúme.  Das fragatas que roubavam em rasante minha mente. E seus passos calmamente, pararam, olhavam as ondas.   E assim se foi: às horas, a luta das pedras, e seu olhar perdido no mar. Tantas ocasiões e os olhares se encontram, Um sorriso de canto de boca, um olhar maroto. E a tarde dourada de pipa: que clareia os ares, as falésias, os mares Nessa proposta de observar belezas internas

Sem nome

Meus pés estiveram fixos num caminho confortável Mas me enveredei, troquei a estrada por uma trilha Evitei a fadiga e percebi pessoas, falas Corri para os rostos opacos, corpos magros E deitei na calçada, suspirei odores, tive favores podres E em nada tinha alegria, mesmo que em meu rosto Estivesse sempre um sorriso mentiroso E um corpo sombroso, e mãos para esconder minhas pernas fracas  Olhos cegos na escuridão Perdi minha capacidade de voar, pois eu mesmo perdi minhas asas Que antes alçavam vôo em sua busca em um exaltado céu

Na cabeça de pele preta

Na dureza dos meus cabelos Crescem mais cabelos   Enroscam- se nas falas e olhares Que amplificam nos meus cabelos   Partes sujas, rasas de mente lisas De outros cabelos De pessoas conquistadas pelo tons De outros cabelos Pelos comésticos de outro continente De outros cabelos Que sobrepõe meus os seus cabelos Que tonifica mais e mais cabelos Crespos, duros, rasta, pixain Que fazem crescem mais cabelos Que dizem pra mim, dread o Nagô para todas as cabeças Rachadas atrevessadas de balas Que precisam deixar crianças Crescerem  e criaram  Seus cabelos suas historias faveladas