sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Horizonte



Tropecei nas pedras que estavam no caminho.
Furei o coração nos cascalhos e espinhos
Cortei as mãos nos cacos de vidro
Mesmo assim prossegui, para longe
Consegui chegar aonde havia sol, 
Vi pessoas e crianças
Ouvi o mar gritando como sempre
E mesmo assim ser banhando de gente
Aprendi que na distância existe proximidade
Que colunas de zelos pode ser trocadas por verdade

sábado, 24 de agosto de 2013

Minha liberdade continua



Hoje acordei assim, despreparado.
Embolado em meus pensamentos.
Entubado por estar preso, em nada.
E voei encabulado por ainda estar
Em lembranças, sorrisos, rostos nas palavras.
 Dos livros das  telas, e calçada na virtualidade
Conectado, encalhado no fundo do meu peito cálido
Nas ruas flácidas dos sentimentos pálidos senti-me
Mas livre de mim, sólido estava á liberdade!
Vibrei, sonhei com minhas andanças
E mesmo nas mundanças eu ainda era livre
E que minha prisão estava encarcerada
Em minha liberdade continua

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Belezas internas


Sentei-me à mesa para ver o mar, e vi você passar, calmamente.
E desses intervalos das ondas, veio um perfume, senti ciúme.
 Das fragatas que roubavam em rasante minha mente.
E seus passos calmamente, pararam, olhavam as ondas.
 E assim se foi: às horas, a luta das pedras, e seu olhar perdido no mar.
Tantas ocasiões e os olhares se encontram,
Um sorriso de canto de boca, um olhar maroto.
E a tarde dourada de pipa: que clareia os ares, as falésias, os mares
Nessa proposta de observar belezas internas

sábado, 17 de agosto de 2013

Sem nome



Meus pés estiveram fixos num caminho confortável
Mas me enveredei, troquei a estrada por uma trilha
Evitei a fadiga e percebi pessoas, falas
Corri para os rostos opacos, corpos magros
E deitei na calçada, suspirei odores, tive favores podres
E em nada tinha alegria, mesmo que em meu rosto
Estivesse sempre um sorriso mentiroso
E um corpo sombroso, e mãos para esconder minhas pernas fracas
 Olhos cegos na escuridão
Perdi minha capacidade de voar, pois eu mesmo perdi minhas asas
Que antes alçavam vôo em sua busca em um exaltado céu

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Na cabeça de pele preta

Na dureza dos meus cabelos
Crescem mais cabelos 

Enroscam- se nas falas e olhares
Que amplificam nos meus cabelos
 

Partes sujas, rasas de mente lisas
De outros cabelos
De pessoas conquistadas pelo tons
De outros cabelos
Pelos comésticos de outro continente
De outros cabelos
Que sobrepõe meus os seus cabelos
Que tonifica mais e mais cabelos
Crespos, duros, rasta, pixain
Que fazem crescem mais cabelos
Que dizem pra mim, dread o
Nagô para todas as cabeças
Rachadas atrevessadas de balas
Que precisam deixar crianças
Crescerem  e criaram 

Seus cabelos suas historias faveladas