segunda-feira, 30 de abril de 2012

Nota em Relação ao ao Clip(RAPadura Norte Nodeste me Veste)


Desde uns três anos atrás eu passei a descobrir o nordeste através de uma pessoa chamada Junior Cruz, foi ele que me fez ir a Natal-RN e ver quão grande e a riqueza de parte do meu país. Quanto mais eu descobria as peças que o formam; mais o amava. E assim foi Recife e sua beleza desde Olinda a Imbura e Jaboatão dos Guararapes em Pernambuco. Depois veio João Pessoa-PB onde me vislumbrei com Coqueirinhos, Tambaba e Manaíra, e o jeito acolhedor do centro histórico de Jampa, como e chamada carinhosamente a grande João Pessoa. Em Natal do Rio Grande do Norte peguei sua brisa que me acolheu em Parnamirim, e lá eu comi pela primeira vez cuscuz com ovo.
O Brasil se forjou na base da indiferença do distante, tudo que fugia do que era tratado no suposto “centro-sudeste” foi marginalizado, um triste início para formação de preconceitos de todo tipo, dentre eles a ignorância pelo norte e nordeste e centro oeste, como se essa geografia formasse outra política dentro do Brasil. Mas aprendi que política também se forma da música e no Hip Hop. Fica claro que a música da periferia é uma maneira de inscrever uma nova forma de tomar de volta o que era nosso, a cidadania. E o artista nessa música representa uma parcela da população brasileira submetida a um preconceito de marca e origem (Oracy Nogueira Tempo Social, revista de sociologia da USP, 2006).
Essa e a principal função dos que vivem a margem, tomar de assalto que lhes é de direito, seus país.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pro visitar minha página.Peço que por favor identifique-se para possa publicar seu comentário.
Grato.