Desde uns três anos atrás eu passei a descobrir o nordeste através de
uma pessoa chamada Junior Cruz, foi ele que me fez ir a Natal-RN e ver quão
grande e a riqueza de parte do meu país. Quanto mais eu descobria as peças que o
formam; mais o amava. E assim foi Recife e sua beleza desde Olinda a Imbura e Jaboatão
dos Guararapes em Pernambuco. Depois veio João Pessoa-PB onde me vislumbrei com
Coqueirinhos, Tambaba e Manaíra, e o jeito acolhedor do centro histórico de Jampa,
como e chamada carinhosamente a grande João Pessoa. Em Natal do Rio Grande do
Norte peguei sua brisa que me acolheu em Parnamirim, e lá eu comi pela primeira
vez cuscuz com ovo.
O Brasil se forjou na base da indiferença do distante, tudo que fugia do
que era tratado no suposto “centro-sudeste” foi marginalizado, um triste início
para formação de preconceitos de todo tipo, dentre eles a ignorância pelo norte
e nordeste e centro oeste, como se essa geografia formasse outra política
dentro do Brasil. Mas aprendi que política também se forma da música e no Hip
Hop. Fica claro que a música da periferia é uma maneira de inscrever uma nova
forma de tomar de volta o que era nosso, a cidadania. E o artista nessa música
representa uma parcela da população brasileira submetida a um preconceito de marca e origem (Oracy Nogueira Tempo Social, revista de sociologia da USP, 2006).
Essa e a principal função dos que vivem a margem, tomar de assalto que
lhes é de direito, seus país.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pro visitar minha página.Peço que por favor identifique-se para possa publicar seu comentário.
Grato.